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	<title>Teia Neuronial</title>
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	<description>Sinapses multidimensionais</description>
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		<title>Teia Neuronial</title>
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			<item>
		<title>Mudança de endereço</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 22:04:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;de novo!
Venho por meio deste informar V. Sa. que o presente blog está funcionando em outro endereço, mais fácil de memorizar e muito mais personalizado, o que garantirá situação deveras aprazível a todos, tanto aos leitores quanto a este satisfeito tecelão.
teianeuronial.com
Ademais, trago até V. Sas. um pequenino histórico dos nós em que este já parou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=151&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><strong>&#8230;de novo!</strong></p>
<p>Venho por meio deste informar V. Sa. que o presente blog está funcionando em outro endereço, mais fácil de memorizar e muito mais personalizado, o que garantirá situação deveras aprazível a todos, tanto aos leitores quanto a este satisfeito tecelão.</p>
<p><a href="http://teianeuronial.com/" target="_self">teianeuronial.com</a></p>
<p>Ademais, trago até V. Sas. um pequenino histórico dos nós em que este já parou no fio do tempo dos blogs.</p>
<p>Meu primeiro blog se chamava <strong>Coatlicue</strong> e se encontrava no endereço http://coatlicue.weblogger.com.br. Praticamente era feito de poesias e textos inúteis. Coatlicue é o nome de uma deusa asteca que representa a natureza, a Terra e a morte.</p>
<p>Esse blog foi cancelado. Em outra ocasião, mantive simultaneamente um fotolog e um blog. Este era apenas um apanhado de poeminhas escritos em segredo para uma pessoa e que eu deletei depois que o revelei a ela.</p>
<p>Já o fotolog era divertidíssimo. Chamava-se <strong>Os Verdes,</strong> era hospedado no <strong>FlogBrasil</strong><strong> </strong>e contava, com imagens (e muito mais texto do que imagens), a história de Verdópolis, uma cidade localizada no meio da Ilha Pêra, em pleno Oceano Pacífico. A maioria dos habitantes desse local era verde. Os principais personagens eram James Greene (cuja imagem era a de Mike Wazowski), Giacomo Verdi (Yoda), Jacó Verde (Blanka) e Jacques Levert (Horácio), cada um deles representando um humor (respectivamente, sangue, fleuma, cólera e melancolia), ou seja, eram como heterônimos meus.</p>
<p>Depois que deixei para trás esses dois sites, fiz um blog no <a href="http://teia.spaces.live.com/" target="_blank"><strong>MSN Spaces</strong></a><strong>,</strong> chamado <strong>Teia Mentalsomática,</strong> que rebatizei depois como <strong>Teia Neuronial.</strong></p>
<p>Como as possibilidades de layout eram limitadas e o endereço era horrível (http://www.msnspaces.com/teia), resolvi migrar para o <strong>UOL Blog</strong> (http://thiagoleite.zip.net), onde continuei com a Teia Neuronial e personalizei o layout. O endereço era fácil de memorizar.</p>
<p>Mas o UOL Blog tem recursos muito limitados, muito desatualizado quanto aos mais modernos recursos internéticos, e de difícil manuseio. Portanto, mudei minha Teia novamente, desta vez para o <strong>WordPress,</strong> aqui mesmo onde você está lendo este post. Gostei muito dos recursos e da acessibilidade, mas&#8230; continuei insatisfeito com a impossibilidade de personalizar o layout.</p>
<p>Assim, estou agora com um domínio próprio, que comprei no <strong>WebNames,</strong> e hospedei a Teia no <strong>000webhost.</strong></p>
<p>Sem mais para o momento, dou por encerrado este blog e lavro o presente post.</p>
<p>Atenciosamente.</p>
<p style="text-align:center;"><em>Thiago Leite</em></p>
<p style="text-align:center;">Tecelão</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teianeuronial.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teianeuronial.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teianeuronial.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teianeuronial.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teianeuronial.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teianeuronial.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teianeuronial.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teianeuronial.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teianeuronial.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teianeuronial.wordpress.com/151/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=151&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Não vá sonhando</title>
		<link>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/10/06/nao-va-sonhando/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 18:20:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[ou “Your future is what you make it”
Minha colega de trabalho hoje lamentou o fato de não haver, no prédio em que trabalhamos, nenhuma área de lazer, nenhum jardim onde relaxar a mente, nenhum espaço para os funcionários descansarem os músculos, os neurônios, as energias.
Ela me disse que já conversou com o superintendente, mas ele [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=142&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">ou <strong>“Your future is what you make it”</strong></p>
<p>Minha colega de trabalho hoje lamentou o fato de não haver, no prédio em que trabalhamos, nenhuma área de lazer, nenhum jardim onde relaxar a mente, nenhum espaço para os funcionários descansarem os músculos, os neurônios, as energias.</p>
<p>Ela me disse que já conversou com o superintendente, mas ele sempre responde que isso tudo vai haver no prédio novo que estão construindo (há anos). Que desculpa! E assim teremos que aturar por quanto tempo as más condições de trabalho em que estamos? O novo prédio será um spa, onde vamos apenas compensar o tempo perdido.</p>
<p>Não, esta situação não é a ideal. O crente que espera que um salvador venha solucionar os problemas do mundo é um covarde. Enquanto não temos o melhor planeta onde viver, comecemos a construí-lo. O maravilhoso mundo do futuro que esperamos e representamos nas imagens da ficção científica não será trazido por deuses ou messias. Será realizado por nós.</p>
<p>Mesmo que não estejamos diretamente envolvidos com a elaboração de tencologisa avançadas, podemos ao menos cuidar da limpeza da Terra, deixando-a em condições de sobrevivência e de vida e com a capacidade de manter as cidades e aparatos tecnológicos que tanto nos serão úteis.</p>
<p><img class="alignright" title="De Volta para o Futuro II" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/Backfu2-1.jpg" alt="" width="125" height="186" />Se quisermos ter aqueles ambientes límpidos e espelhados (como o cenário do ano de 2015 em <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0096874/" target="_blank">De Volta para o Futuro II</a>),</em> sem nanhum vestígio de manchas de sujeira que vemos em filmes futuristas, não vai adiantar esperar por máquinas autolimpantes. Uma máquina autolimpante gasta desnecessariamente energia com uma atividade que nós mesmos podemos fazer. E podemos começar agora.</p>
<p>Esperar que o mundo melhore para que nós vivamos melhor? Costumamos falar muito da importância de sonhar, de imaginar um futuro melhor, de ter esperanças. Mas o compromisso exige esforços concretos e a relação de si com o mundo, não o ensimesmamento que remói a esperança, que às vezes pode dar à luz o desespero. Lembremos da lição de Dr. Brown a Jennifer, quando o conteúdo da folha de papel que ela trouxe do futuro se apagou diante de seus olhos:</p>
<blockquote><p>Your future hasn’t been written – no one’s has. For better or worse, your future is what you make it.</p></blockquote>
<p>Sempre me emociono quando lembro dessa cena.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img title="Tettigonia viridissima" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/800px-Dixi-Tettigonia_Viridissim-1.jpg" alt="iTettigonia viridissima/i" width="400" height="231" /><p class="wp-caption-text">Tettigonia viridissima</p></div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teianeuronial.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teianeuronial.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teianeuronial.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teianeuronial.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teianeuronial.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teianeuronial.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teianeuronial.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teianeuronial.wordpress.com/142/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teianeuronial.wordpress.com/142/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teianeuronial.wordpress.com/142/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=142&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Thiago Leite</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Tira neuronial 1: “Uma palavra”</title>
		<link>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/10/02/tira-neuronial-1-%e2%80%9cuma-palavra%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 00:13:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[tira neuronial]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eis a primeira tira neuronial.
Os materiais usados para realizar esta obra foram um mouse, um notebook Inspiron e o Inkscape 0,46.
Tira neuronial 1: “Uma palavra” by Thiago Leite is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil License.
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img title="Uma palavra" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/Tirinha001Dizei-1.png" alt="" /></p>
<p>Eis a primeira <em>tira neuronial.</em></p>
<p>Os materiais usados para realizar esta obra foram um mouse, um notebook Inspiron e o Inkscape 0,46.</p>
<hr /><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.5/br/"><img class="alignleft" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" width="88" height="31" /></a><span>Tira neuronial 1: “Uma palavra”</span> by <a rel="attributionURL" href="http://teianeuronial.wordpress.com/">Thiago Leite</a> is licensed under a <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.5/br/">Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil License</a>.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teianeuronial.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teianeuronial.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teianeuronial.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teianeuronial.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teianeuronial.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teianeuronial.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teianeuronial.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teianeuronial.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teianeuronial.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teianeuronial.wordpress.com/135/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=135&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A brazilian western&#8230;</title>
		<link>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/09/27/a-brazilian-western/</link>
		<comments>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/09/27/a-brazilian-western/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 22:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[CartaCapital]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[ISTOÉ]]></category>
		<category><![CDATA[Mato Grosso do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[quilombolas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;in South Thick Grass
A matéria Faroeste à Brasileira, da CartaCapital desta semana, versa sobre a situação dos guaranis no Mato Grosso do Sul e a questão fundiária envolvendo os territórios indígenas. Nesse cenário de western, índios são violentados de diversas formas pelo poder local, especialmente os grandes proprietários de terras. Alguns índios estão encarcerados, como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=125&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><strong>&#8230;in South Thick Grass</strong></p>
<p>A matéria <a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;a2=6&amp;i=2191" target="_blank">Faroeste à Brasileira</a>, da <em>CartaCapital</em> desta semana, versa sobre a situação dos guaranis no Mato Grosso do Sul e a questão fundiária envolvendo os territórios indígenas. Nesse cenário de western, índios são violentados de diversas formas pelo poder local, especialmente os grandes proprietários de terras. Alguns índios estão encarcerados, como diz o trecho a seguir, que resume alguns dos principais problemas da questão indígena no Brasil.</p>
<blockquote><p>Na carceragem, o comportamento do líder kaiowá e dos outros dois indígenas presos com ele, Cassimiro Batista e Antônio Barrio, é considerado “exemplar” pelo diretor do presídio, Alexandre Ferreira de Souza. De acordo com ele, dos 207 internos, 50 são índios, um quarto do total. De uniforme laranja, <strong>eles estão habituados a andar de cabeça baixa e com as mãos para trás,</strong> como reza a disciplina local. Reclama da falta de colchões e da ausência dos familiares. <strong>“Minha mulher não pôde entrar porque não tinha certidão de casamento para apresentar.</strong> Estou há um ano e nove meses sem visita”, queixa-se Barrio, de 43 anos, pai de nove filhos. O sonho de voltar à liberdade só é refreado por um temor: <strong>“Tenho medo de sair e ser assassinado por pistoleiros.”</strong> [grifos meus]<strong><br />
</strong></p></blockquote>
<p>O comportamento exemplar dos índios prisioneiros, a cabeça baixa e as mãos para trás, é provavelmente um sinal de sua melancolia, uma reação de desânimo frente às grandes dificuldades a que se expõe a população indígena. Uma dessas dificuldades é a necessidade de assumir costumes “brasileiros”, como registrar um casamento no cartório. O depoimento de que eles têm medo dos pistoleiros reforça a impressão de desamparo.</p>
<p>É importante salientar que há informações sobre agressões provocadas pelos índios, e não podemos nos enganar pelo mito do bom selvagem que não compreende nada sobre o mundo ocidental moderno e não conhece suas manhas, estratégias e armas.</p>
<p>O fato é que os indígenas são, de forma geral, o lado que mais sofre nesses conflitos, e a existência de alguns índios que procuram resolver tais conflitos por vias mais violentas não justifica o vilipêndio direcionado a todos os índios, como é comum ocorrer em certos meios de comunicação de massa.</p>
<p>Outra forma de se denegrir os índios, tão perversa quanto o vilipêndio, e que se pauta na mesma estrutura de representações racistas, é a visão de que os índios precisam ser aculturados devido a uma suposta condição inferior em relação aos brancos, que, por sua vez, deveriam tutelar aqueles, como a crianças:</p>
<blockquote><p>O pecuarista Gino José Ferreira, presidente licenciado do Sindicato Rural de Dourados e candidato a vereador pelo ex-PFL, é mais catastrófico na previsão: “Os índios estão sendo usados como massa de manobra pela Funai e por ONGs estrangeiras que, na verdade, querem acabar com a economia do estado.” Na avaliação dele, o problema dos índios não é falta de terras. “De qua adianta dar terra, se eles não têm como produzir? Vai dar terra para eles produzirem o quê? A melhor solução é abrir as portas das aldeias para que nós, brancos, possamos ajudá-los. <strong>Eu gostaria até de poder adotar uma família indígena.”</strong> [grifo meu]</p></blockquote>
<p>A última frase, que pode passar como uma manifestação humanista, sintetiza uma representação a respeito dos índios que os tem como menos humanos do que os brancos, menos capazes de viverem de forma autônoma e segundo costumes diferentes da civilização. É comum tratarmos essa população como se fosse uma espécie animal em perigo de extinção, que precisa da caridade de alguns benfeitores para garantir sua sobreevivência (ao custo, porém, de renunciar suas crenças, suas visões de mundo, seus modos de vida e suas perspectivas de futuro). Subjaz aí a idéia colonialista de que a “civilização cristã” (este termo é usado explicitamente pelo Movimento Paz o Campo) tem um papel transformador em relação aos nativos da América e seus descendentes.</p>
<p>Os fazendeiros da região estão preocupados com a possibilidade de uma grande parte do território de Mato Grosso do Sul, ou seja, 28 municípios, ser transformado em terra indígena, como mostra o segundo mapa do boletim do Movimento Paz no Campo, <a href="http://www.paznocampo.org.br/boletim/textos/preview.asp?nr=75" target="_blank">Sem Medo da Verdade, número 75</a>. Na verdade, como explicou o antropólogo Rubem Thomaz de Almeida em entrevista à <em>CartaCapital,</em> esse mapa mostra os municípios onde se localizam os territórios indígenas, por isso o território parece ser bem maior do que é.</p>
<p>Não é a primeira vez que o uso de mapas serve para fazer acusações infundadas em casos de regularização de territórios étnicos. Um exemplo análogo foi a matéria <a href="http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1995/artigo70966-1.htm" target="_blank">O Conto dos Quilombos</a>, da revista <em>ISTOÉ,</em> que apresentou, sem citar sua autoria, um <a href="http://www.secom.unb.br/unbagencia/ag0505-18.htm" target="_blank">mapa elaborado por Rafael Sanzio</a> (reproduzido abaixo), que mostra os municípios brasileiros onde se localizam comunidades quilombolas. A revista afirmou que o mapa representa as áreas dos territórios quilombolas que o Estado pretende regularizar, ou seja, cerca de 30 milhões de hectares, o que soma algo maior do que o estado de São Paulo. Obviamente, a manipulação dos dados serve para assustar a população incauta.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><img title="Mapeamento dos Municipios com Territórios Quilombolas" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/ag0505-18f1.jpg" alt="http://www.secom.unb.br/unbagencia/ag0505-18.htm" width="280" height="313" /><p class="wp-caption-text">Municípios com remanescentes das comunidades dos quilombos</p></div>
<p><strong>Adendo (29/09/2008 e.c.)</strong></p>
<p>Confiram esta <a href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=16950" target="_blank">matéria</a>.</p>
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			<media:title type="html">Thiago Leite</media:title>
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			<media:title type="html">Mapeamento dos Municipios com Territórios Quilombolas</media:title>
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		<title>As angústias de Cristo num país politeísta</title>
		<link>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/09/26/as-angustias-de-cristo-num-pais-politeista/</link>
		<comments>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/09/26/as-angustias-de-cristo-num-pais-politeista/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 23:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Paz no Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma Agrária]]></category>

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		<description><![CDATA[ou A sutil diferença entre “paz” e guerra
O Movimento Paz no Campo vem atacando, através de um website, a Reforma Agrária, o MST e a regularização de territórios indígenas e quilombolas. Com o apoio de um príncipe sem principado, Bertrand de Bragança, da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP).
Chamado pelos seus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=121&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">ou <strong>A sutil diferença entre “paz” e guerra</strong></p>
<p>O Movimento Paz no Campo vem atacando, através de um <a href="http://www.paznocampo.org.br/" target="_blank">website</a>, a Reforma Agrária, o MST e a regularização de territórios indígenas e quilombolas. Com o apoio de um príncipe sem principado, <a href="http://www.paznocampo.org.br/Blog/Blog_db.asp" target="_blank">Bertrand de Bragança</a>, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tradi%C3%A7%C3%A3o,_Fam%C3%ADlia_e_Propriedade" target="_blank">Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP)</a>.</p>
<p>Chamado pelos seus de D. Bertrand, ele vem sendo uma figura de certo destaque no meio da inexpressiva corrente conservadora que ainda pretende manter valores incomatíveis com uma sociedade laica e moderna. Uma idéia patente em seu discurso é a de que a Reforma Agrária vai de encontro aos valores da “civilização cristã”, e por isso representa um perigo para o Brasil.</p>
<p>A “civilização cristã” é um grande sonho infantil, alimentada por um grupo de pessoas que detêm a propriedade de suas terras e que ocupam a parte superior da pirâmide social rural, ou seja, são os patrões. Aqueles que eles querem ver falhar em suas tentativas de garantir os próprios direitos são os empregados, os clientes, os agregados, os remanescentes, não necessariamente descendentes, da principal força de trabalho do regime escravocrata.</p>
<p>Recentemente, o Paz no Campo divulgou “<a href="http://www.paznocampo.org.br/boletim/textos/preview.asp?nr=75" target="_blank">4 mapas impressionantes</a>”, mostrando as terras indígenas do Brasil. A intenção de mostrar esses mapas é sensibilizar os defensores da arcaica ordem. Sobre o mapa que representa o Arco Norte das áreas indígenas, que estão principalmente em faias de fronteira e se limitam com terras indígenas em países vizinhos, o Paz no Campo “denuncia” o perigo de os índios se organizarem como uma nação.</p>
<p>Sabe-se que a lei brasileira determina que as terras indígenas são propriedade da União, e mesmo que os indígenas concebessem, quiá conseguissem uma mobilização entre todas as etnias, haveria muitos obstáculos para uma tentativa de se criar uma nova nação, uma nação indígena. E se conseguissem, ninguém sabe se não seria uma boa. Mas o Paz no Campo assume a priori que uma nação indígena é má idéia. Talvez ainda mantenha a mentalidade do colonizador, do imperialista, que quer impedir a todo custo que a população oprimida forme uma organização autônoma e esvazie o contingente de empregados e servos que movimentam a base da economia que enriquece os patrões.</p>
<p>Outro mapa mostra a proposta de regularização de território Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. O texto sugere que uma “rica e desenvolvida” não deveria ser entregue aos índios. Por quê? Eles não seriam capazes de administrar? Talvez haja aqui uma preocupação racista do mesmo tipo que imaginou que a regularização do território quilombola de Marambaia provocaria a “favelização” da ilha. Subkaz Subjazem as idéias de que índios e negros são incapazes de se civilizar e que são por natureza pobres.</p>
<p>O terceiro mapa apresenta a localização dos índios pelo Brasil. O texto argumenta a velha ladainha de que o Movimento Indigenista quer dar “muita terra para pouco índio”. E incorre num comentário racista, sugerindo que a regularização de territórios indígenas implica na diminuição do território brasileiro. Como se do Brasil não fizessem parte os índios.</p>
<p>O texto cita excertos do livro <em>Outros 500: Construindo uma Nova História,</em> e grifa o seguinte trecho:</p>
<blockquote><p>quando todos nós estivermos unidos em torno dessa causa, os governantes não serão mais ninguém, apenas uma névoa que um dia manchou a história desta terra e o horizonte desta gente.</p></blockquote>
<p>Mas não grifa o trecho que vem logo em seguida:</p>
<blockquote><p>Nós oprimidos vamos corrigir essa história e construir um mundo melhor para os nossos filhos e também para os filhos de quem nos tem oprimido, uma sociedade justa para todos.</p></blockquote>
<p>Acusa-se, então, o discurso acima de “nova face do comunismo e do anarquismo”, numa manifestação preconcebida, que se pauta na defesa da autoridade do poder instituído. Certas coisas dependem da lente com que se observa. No meu entender, a citação acima pretende demonstrar uma visão libertária do futuro, em que não haverá mais um poder estatal que funcione para manter uma estrutura desigual de dominação, quando tanto os descendentes dos oprimidos quanto dos opressores serão iguais.</p>
<p>Vale a pena reproduzir alguns trechos finais do texto:</p>
<blockquote><p>O que está em jogo é a civilização brasileira: ou ela prossegue seu caminho trilhando os rumos benditos da Civilização Cristã, ou será entregue à barbárie a que os religiosos do CIMI querem reduzir os povos indígenas.</p>
<p>Será a vingança por Portugal ter descoberto do Brasil, trazendo para nós a civilização européia cristã. Essa é a longo prazo a perspectiva indigenista para nosso País [sic].</p></blockquote>
<p>Aqui vemos como a religião é invocada para defender valores conservadores. É o que Austin Cline sustenta em <a href="http://atheism.about.com/od/liberationatheology/tp/AtheologyLiberationMovements.htm" target="_blank">interessante artigo</a> sobre como a Ateologia pode ser um instrumento para a libertação da sociedade. De fato, somente a crença de que o passado é melhor do que qualquer avanço social poderia fundamentar discursos como o do Paz no Campo. A paz que eles querem é a manutenção dos conflitos sociais e do status quo, com a perspectiva de que as coisas devem permanecer como estão.</p>
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		<title>toki musi</title>
		<link>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/09/26/toki-musi/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 20:57:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Tessitura livre]]></category>
		<category><![CDATA[toki pona]]></category>

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		<description><![CDATA[anu toki pona li pona anu seme?
tenpo ni la mi sitelen e lipu pi toki pona.
toki pona li toki musi. ona li pona tawa mi, taso ona li pana ala e mani tawa jan.
toki pona li kute pona. mi ken sitelen e toki olin en toki unpa tawa meli mi. jan mute li sona ala [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=118&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">anu <strong>toki pona li pona anu seme?</strong></p>
<p><img class="alignright" title="toki pona" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/tokipona.gif" alt="" width="68" height="64" />tenpo ni la mi sitelen e lipu pi toki pona.</p>
<p>toki pona li toki musi. ona li pona tawa mi, taso ona li pana ala e mani tawa jan.</p>
<p>toki pona li kute pona. mi ken sitelen e toki olin en toki unpa tawa meli mi. jan mute li sona ala e toki pona li sona ala e ni: mi sitelen e toki olin en toki unpa tawa meli mi.</p>
<p>sina sona e toki pona anu seme?</p>
<p>mi tawa.</p>
<hr />jan pona o kama sona e <a href="http://www.tokipona.org/index.html" target="_blank">toki pona</a>.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teianeuronial.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teianeuronial.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teianeuronial.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teianeuronial.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teianeuronial.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teianeuronial.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teianeuronial.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teianeuronial.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teianeuronial.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teianeuronial.wordpress.com/118/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=118&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Thiago Leite</media:title>
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		<title>Tessitura livre</title>
		<link>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/09/25/tessitura-livre/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 02:19:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Tessitura livre]]></category>
		<category><![CDATA[Brás Cubas]]></category>
		<category><![CDATA[camisinha]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
		<category><![CDATA[ghost writer]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Martinho da Vila]]></category>
		<category><![CDATA[Ney Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[sobrenome]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[ou Do ghost writer à ghost writer 
Só queria escrever algo despretensioso, como se fossem meus dedos os autores e eu fosse um ghost writer, ou um writer ghost, como Brás Cubas ou como William Shakespeare.
Eu me pergunto se Shakespeare vem de alguma família de lanceiros? Those who shake spears? Ou era alguma brincadeira infame [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=115&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">ou <strong>Do ghost writer à ghost writer </strong></p>
<p>Só queria escrever algo despretensioso, como se fossem meus dedos os autores e eu fosse um ghost writer, ou um writer ghost, como Brás Cubas ou como William Shakespeare.</p>
<p>Eu me pergunto se Shakespeare vem de alguma família de lanceiros? Those who shake spears? Ou era alguma brincadeira infame que acabou pegando e ficou como sobrenome da família?</p>
<p>Talvez tenha acontecido algo parecido com os ancestrais de meu pai, cujo sobrenome é Perigo (e não Périgo, como já confundiram). Dizem que havia um cara muito perigoso, com quem ninguém mexia, e cujo apelido era esse mesmo, Perigo, e que decidiu passar o nome para os filhos.</p>
<p>O sobrenome é considerado um legado, uma herança, um tesouro da família. O homem da família tradicional ocidental passa seu sobrenome aos filhos, que são suas propriedades, e à esposa, idem. E ainda tem sambista, Ney Lopes, que canta:</p>
<blockquote><p>Mulher a gente trata com respeito,<br />
Dá força, dá carinho e sobrenome</p></blockquote>
<p>Trata com respeito enquanto ela se contentar com a sabedoria conservadora de Martinho da Vila:</p>
<blockquote><p>Você não passa de uma mulher<br />
Ah, mulher!</p></blockquote>
<p>Cada um no seu quadrilátero equilátero. Da forma como quer o Vaticano, ou seja, família chefiada por homem,  ao qual obecede a esposa e os filhos, que devem seguir o exemplo do pai (as filhas se espelham na mãe). Nada de homem com homem nem mulher com mulher. Nada de camisinha, que é a borracha do Diabo.</p>
<p>Mas espero que a humanidade não abra mão desses avanços, da liberdade de escolher formar um casal (ou trio etc.) com um homem ou com uma mulher, de não fazer disso uma cerimônia matrimonial (e patrimonial, do ponto de vista do Estado), de fazer sexo por prazer, de não ter filhos.</p>
<p>Certa vez o padre superstar Marcelo Rossi argumentou falaciosamente que um casal que nutre confiança mútua não deveria usar camisinha, ou seja, não deveria usar métodos preservativos. E o casal que não quer ter filhos, que quer usar métodos contraceptivos?</p>
<p>Há quem ache que impedir o espermatozóide de fecundar o óvulo é um assassinato. Pensam que a vida se inicia no espermatozóide? Então cada ejaculação é um genocídio, pois mesmo que haja fecundação, só um espermatózoide, entre milhares, consegue penetrar o óvulo.</p>
<p>É a crença ainda recorrente de que a herança do pai é mais importante. Não poderíamos também considerar que a vida começa no óvulo? Seria a mesma ilusão, como um fantasma da mãe, que seria a verdadeira autora, a ghost writer do pai.</p>
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		<item>
		<title>Corrupção e coragem</title>
		<link>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/09/11/corrupcao-e-coragem/</link>
		<comments>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/09/11/corrupcao-e-coragem/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 01:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[coragem]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>

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		<description><![CDATA[ou De como é fácil atrofiar o coração
Assisti a O gângster (American gangster), de Ridley Scott, estrelado por Denzel Washington e Russell Crowe.
Na mesma noite, sonhei que eu estava acampado com vários jovens, como se fossem colegas do trabalho, num gramado de uma praça. A cidade parecia ser Brasília, e no cenário da história muitos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=104&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">ou <strong>De como é fácil atrofiar o coração</strong></p>
<p><img class="alignright" title="O Gângster" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/Gangster-1.jpg" alt="" width="125" height="178" />Assisti a <strong><em>O gângster</em></strong> <em>(American gangster),</em> de Ridley Scott, estrelado por Denzel Washington e Russell Crowe.</p>
<p>Na mesma noite, sonhei que eu estava acampado com vários jovens, como se fossem colegas do trabalho, num gramado de uma praça. A cidade parecia ser Brasília, e no cenário da história muitos jovens costumavam dormir na rua, ou porque o custo da moradia era muito alto ou devido ao fato de o trabalho ser muito longe de casa.</p>
<p>Em certo momento, anunciou-se a chegada de um tipo de bully, que vinha arrecadar dinheiro dos outros jovens, que deveriam fazer fila, eu inclusive. Apareceram alguns jovens com aparência meio cinzenta, carecas, de longe eram como orcs, e agiam como capangas do bully, organizando a fila e recebendo as vítimas à porta de um prédio onde estava seu chefe. Eu já fui me indignando e tomando notas mentais: “Vou pegar os nomes desse pessoal e denunciá-los”.</p>
<p>Os jovens iam adentrando a porta aos poucos, e na minha vez entrei junto com um rapaz baixinho, que ia à minha frente. Imediatamente ele se ajoelhou, com a cabeça baixa, fazendo reverência, mas ainda havia uma escada e uns corredores a percorrer antes de encontrar o figurão. Fiz questão de andar ereto e altivo, sem me submeter àquele aviltamento. Vi uma sala sem parede, como uma reentrância ao lado direito da passagem, onde alguns jovens, comportando-se como travestis, olhavam para mim. Pensei se seria ali o destino da fila, mas vi que eles não tinham nada a ver com a situação em que eu estava. Ao longe, vi um aglomerado de jovens ajoelhados ao redor de alguém, o tal do bully. Eu estava nervoso, pois provavelmente ia ser vítima de retaliações. Acordei.</p>
<p>É interessante como, em vários âmbitos da vida, nos deixamos dominar apenas por causa da tradição ou por medo de que a mudança traga transtornos. Toda mudança traz transtornos, por mínimos que sejam. Por isso a coragem é uma das virtudes mais importantes, como nota André Comte-Sponville. O medo é o pior dos vícios, e há poucas coisas tão aviltantes quanto o medo de ser punido, principalmente o medo de ser jogado no Inferno por um deus sádico.</p>
<p>O filme de Scott mostra essa virtude na figura do policial interpretado por Crowe. Todos os policiais aceitam suborno, e isso acabou se tornando um hábito instituído, de modo que “todo policial deve sempre aceitar suborno” se tornou uma regra tácita. Mas esse policial não o aceita e é punido por fazer a coisa certa.</p>
<p>No ambiente controlado pelo personagem de Washington, também há regras tácitas quanto à conduta das pessoas cuja vida está rodeada pelo crime, pelo tráfico de drogas e pela traição. Estão todos bem enquanto suas vidas estiverem na mediocridade e enquanto o chefão do tráfico de drogas mantiver a “paz” à custa da opressão de qualquer manifestação que fuja ao seu controle.</p>
<p>Talvez a palavra coragem derive do latim <strong>cor</strong> (“coração”) devido à sensação de opressão no peito e das batidas aceleradas quando estamos com medo. O coração forte enfrenta sem titubear. O corajoso domina seu coração e não se deixa dominar pela instabilidade das emoções.</p>
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			<media:title type="html">Thiago Leite</media:title>
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			<media:title type="html">O Gângster</media:title>
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	</item>
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		<title>O peixe pela boca&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 17:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[Coringa]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;a alma pelas emoções
O Coringa interpretado por Heath Ledger, no filme O Cavaleiro das Trevas (2008), é provavelmente a melhor tentativa de se representar o arquivilão de Batman. Antes de ver o filme, não gostei da idéia de o personagem não ter as deformações presentes nos quadrinhos e usar uma pintura no rosto. Mas isso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=91&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">&#8230;<strong>a alma pelas emoções</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/joker-dark-knight-3-1.jpg" alt="" width="125" height="166" />O Coringa interpretado por Heath Ledger, no filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0468569/" target="_blank"><em>O Cavaleiro das Trevas</em></a> (2008), é provavelmente a melhor tentativa de se representar o arquivilão de Batman. Antes de ver o filme, não gostei da idéia de o personagem não ter as deformações presentes nos quadrinhos e usar uma pintura no rosto. Mas isso se mostrou secundário.</p>
<p>O Coringa é uma espécie de paródia realista do supervilão que faz o mal sem motivos aparentes. Essa crueldade inexplicável é explicada por um temperamento imprevisível e uma visão do mundo fatalista e caótica. Ele é como um menino ferido pelo mundo e que busca vingança (ou seja, ele é semelhante ao Batman na origem, mas diferente no modo de resolver seus conflitos). Seu alvo nunca é uma pessoa, nunca é uma instituição. Seu oponente é o mundo racional, e seu aliado é o lado obscuro e irracional desse mesmo mundo.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Warning:</strong> <em>Spoilers!</em></p>
<p><span id="more-91"></span>Como o homem-morcego, ele não possui superpoderes, a não ser sua inteligência. Com esta, e sem obediência a regras morais, ele seria capaz de destruir Gotham City, se quisesse. Mas não é o que ele quer. Ele parece renunciar a isto, talvez por ser fácil demais, e prefere criar um jogo, uma brincadeira, com a sociedade, com o poder instituído. Ele não quer a aniquilação (nihil), mas sim a anomia. Não quer destruir as pessoas, mas enlouquecê-las.</p>
<p>De modo que seus crimes são como piadas, o que está implícito no seu nome inglês, The Joker, que também pode ser traduzido como O Piadista (sentido que se perdeu da palavra coringa, para nós designando uma carta de baralho &#8211; que tem a figura de um bobo-da-corte &#8211; ou qualquer tipo de substituto genérico).</p>
<p><img class="alignleft" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/harvey-dent-poster-1.jpg" alt="" width="125" height="150" />Ele tem tanto poder que pode ser considerado o maior assediador de Gotham City, tramando os planos de forma ousada e superelaborada. Talvez seu maior êxito tenha sido minar todas as esperanças depositadas pela cidade no Cavaleiro da Luz, o procurador Harvey Dent, e transformá-lo no criminoso Duas Caras. Ele simplesmente remexeu com uma loucura latente do virtuoso procurador, e o converteu ao caos.</p>
<p><img class="alignright" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/PalpatineAnakin-1.jpg" alt="" width="125" height="70" />É inevitável a comparação que se pode fazer com o aliciamento de Anakin Skywalker por Darth Sidious, em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0121766/" target="_blank"><em>Guerra nas Estrelas: Episódio III &#8211; A Vingança dos Sith</em></a> (2005). Skywalker era o Escolhido, o jadi que traria equilíbrio à Força, a esperança mais promissora. Sidious usou o medo e as emoções mais icontroláveis do jovem para desviá-lo do lado virtuoso da Força e torná-lo o mais poderoso sith da história da galáxia.</p>
<p>Tanto o Coringa quanto Darth Vader causam uma impressão paradoxal nos espectadores. São personagens cruéis, monstros do mal que controlam o universo à sua volta segundo seus desejos. Talvez o fascínio por essas figuras venha de uma experiência infantil comum a muitas pessoas, o desejo egoísta de fazer tudo o que nos foi proibido pelos pais, pela sociedade, pela Lei.</p>
<p>A diferença entre eles é que Vader instituiu, ao lado de Sidious, sua própria lei tirana, ocupando o lugar onde antes havia a República e reprimindo toda manifestação contrária. O Coringa, por sua vez, quer destruir as leis, quer que os impulsos não se reprimam, mas explodam. Aristóteles e tantos outros filósofos já disseram que a virtude está no meio, nem a repressão (que destrói por sufocamento) nem o extravasamento (que destrói por desintegração).</p>
<p>É muitas vezes pelos instintos, pelas emoções e apegos que deixamos descarrilhar nossos investimentos pessoais mais elevados. Por causa de uma pessoa, deixamos de investir em empreendimentos que poderiam beneficiar milhares de indivíduos. Por causa de uma situação confortável, podemos renunciar a um esforço que traria satisfação para a humanidade (e conseqüentemente para nós também).</p>
<p><img class="alignright" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/SindLadr-1.jpg" alt="" width="125" height="183" />Mas às vezes a emoção pode levar ao caminho inverso, como em <a href="http://www.imdb.com/title/tt0047296/" target="_blank"><em>SIndicato de Ladrões</em></a> (1954), onde o assassinato do irmão do protagonista o leva a lutar contra uma máfia que antes os beneficiava. Algumas vezes, para compreender a situação estagnada em que estamos, precisamos de um empurrão que nos desequilibre e nos mostre que precisamos aprender a usar nossas próprias pernas para andar em liberdade.</p>
<p>Tudo depende do discernimento, que nos ajuda a compreender o que é prioritário e o que é dispensável. Na evolução da humanidade e de cada indíviduo, a busca pelo conhecimento e autoconhecimento cada vez mais nos liberta das crenças e dos apegos que nos dominam. Dominar os próprios impulsos não é jogar fora tudo o que nos distrai e nos conforta. É, mais do que isso, não sentir falta dos prazeres quando estes estiverem ausentes.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/teianeuronial.wordpress.com/91/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/teianeuronial.wordpress.com/91/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teianeuronial.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teianeuronial.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teianeuronial.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teianeuronial.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teianeuronial.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teianeuronial.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teianeuronial.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teianeuronial.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teianeuronial.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teianeuronial.wordpress.com/91/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=91&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Thiago Leite</media:title>
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	</item>
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		<title>O futuro nas mãos de um robozinho</title>
		<link>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/08/17/o-futuro-nas-maos-de-um-robozinho/</link>
		<comments>http://teianeuronial.wordpress.com/2008/08/17/o-futuro-nas-maos-de-um-robozinho/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 03:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[desenhos animados]]></category>
		<category><![CDATA[WALL-E]]></category>

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		<description><![CDATA[ou Da infatigabilidade dos esforços para um mundo melhor
Confesso que a expectativa gerada pelos inúmeros polegares em riste e comentários sorridentes sobre WALL-E me fizeram esperar demais de um filme que é apenas sublime, mas a sensação que tive ao vê-lo foi a de que é um ótimo filme. Talvez, assistindo a ele de novo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=80&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;">ou <strong>Da infatigabilidade dos esforços para um mundo melhor</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/Wall-E-1.jpg" alt="" width="125" height="186" />Confesso que a expectativa gerada pelos inúmeros polegares em riste e comentários sorridentes sobre <em>WALL-E</em> me fizeram esperar demais de um filme que é apenas sublime, mas a sensação que tive ao vê-lo foi a de que é um ótimo filme. Talvez, assistindo a ele de novo, eu possa aproveitar mais da obra genial que indubitavelmente (e olhe que eu tenho mania de duvidar de qualquer coisa) é.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Warning:</strong> <em>Spoiler!</em></p>
<p>Não há mais mundo. Só sobrou a Terra, desabitada. O único ser autoconsciente que restou funcionando não é um ser vivo. Aliás, há sim um mundo, um particular, o de Wall-E (<strong>W</strong>aste <strong>A</strong>llocation <strong>L</strong>oad <strong>L</strong>ifter <strong>E</strong>arth-Class), e como o compartilha apenas com uma barata, pode-se dizer que a Terra/mundo é toda sua. E há muito tempo, tendo em vista o estado sujo e enferrujado de seu corpo metálico. 700 anos, para ser menos impreciso.</p>
<p><span id="more-80"></span>Então o céu lhe envia Eva (Eve no original, <strong>E</strong>xtra-terrestrial <strong>V</strong>egetation <strong>E</strong>valuator), e ele se apaixona. Ela tem charme, poderes incríveis, voa e, enfim, é alguém com quem pode conversar:</p>
<blockquote><p><strong>Wall-E:</strong> Wall-E!<br />
<strong> Eva:</strong> Wall-E? Eva!<br />
<strong> Wall-E:</strong> E-a?<br />
<strong> Eva:</strong> Eva!<br />
<strong> Wall-E:</strong> Eva!</p></blockquote>
<p><img class="alignleft" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/WALLPAPER_01_1280x1024_NP-1.jpg" alt="" width="125" height="123" />Wall-E caminha sobre lagartas metálicas sujas de terra. Eva voa elegantemente. O corpo dele tem formas angulosas, enquanto o dela é sinuoso e curvilíneo. Ele é frágil e está sempre consertando suas partes velhas e quebradas. Ela é forte e altamente resistente. Mas eles têm muito mais em comum do que à primeira vista parecem ter, a começar pelo fato de se expressarem principalmente pelos olhos.</p>
<p><img class="alignright" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/WALLPAPER_05_1280x1024_NP-1.jpg" alt="" width="125" height="138" />E ela é tudo o que ele mais queria, tudo de que ele sentia falta ao assistir a filmes românticos de séculos atrás. Wall-E era como Adão, sozinho na Terra para organizar o mundo, sentia falta de uma companhia, de alguém como ele. Mas o robozinho singelo, com sua maravilhosa coleção de tranqueiras, também tinha algo que Eva queria. Em meio às bugigangas de sua caixa de Pandora, há uma esperança verde, uma plantinha, e toda plantinha guarda em si uma semente, e era esta semente que ela queria, e foi esta semente que ela tomou dele e guardou em si. E ficou grávida.</p>
<p>Eva é raptada. Ela já é parte importante do mundo de Wall-E. Mas o céu vem buscá-la de volta, e ele não pode deixar de ir com ela. José Onofre, na última edição da CartaCapital, escreveu um pequeno artigo sobre Alfred Hitchcock:</p>
<blockquote><p>[...] Hitchcock se coloca a questão imediata: que tipo de história tem esta emoção que o cinema deve oferecer ao seu espectador? E avança: “Uma história de amor. Um homem encontra uma garota, eles se apaixonam, ela desaparece e ele precisa encontrá-la.”</p>
<p>Com esse ponto fixado, ele vai buscar variações.</p></blockquote>
<p>A situação em que estão os humanos que Wall-E encontra na estação espacial Axiom é lamentável. Todos são obesos e têm pernas atrofiadas, pois desde o nascimento se acostumam a ficar reclinados em poltronas flutuantes que os levam a (quase) qualquer lugar, e que serviam originalmente apenas para os idosos que não podiam mais andar. Estão todos tão absortos em telinhas holográficas perante seus olhos que, quando Wall-E ajuda John a subir à sua poltrona, o rápido contato entre os dois se torna extremamente significante para o homem, que não vai mais esquecer do robozinho. O mesmo para uma mulher que nunca havia visto o cenário à sua volta, ao ter desligada sua telinha holográfica por Wall-E.</p>
<p>Assim, <em>WALL-E</em> é um alerta para uma situação já corrente. O ser humano se deixa dominar pelas máquinas (tema já tão batido em <em>Matrix</em> e <em>Extermindor do Futuro),</em> e adoece seu corpo, sua mente, suas relações com os outros. Ele se robotiza. E tudo está relacionado à doença da Terra, que só depois de 700 anos de ausência humana pôde dar à luz um pouco de clorofila.</p>
<p>Wall-E ainda faz um sacrifício para salvar Axiom do controle de Auto, um robô-timão que deveria obedecer ao capitão da estação, mas que está programado para sabotar o retorno à Terra. Todos, robôs e humanos, se mobilizam, mas Wall-E sacrifica a própria integridade física, e o Paraíso, a Terra, é reconquistado. Eva tem tantos poderes que é até capaz de reconstruir seu amado, mas nenhuma de suas super-habilidades tecnológicas podem trazer de volta a alma de Wall-E. Somente um gesto de amor o fará.</p>
<p>Nesta cena, fiquei com uma sensação parecida com a que tive no desfecho de <em>10.000 A.C.,</em> quando Evolet, a amada de <!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } -->D’leh, desfaleceu. O amor dele por ela foi a desculpa para que ele libertasse vários povos da opressão de um império. Se o filme fosse europeu, provavelmente ela teria morrido. Da mesma forma, Wall-E quase morre. Ele era a chave para que os humanos retornassem à Terra, já havia cumprido seu papel, não era necessário que sobrevivesse. Mas, talvez em parte por influência do mito cristão, ele ressuscitou. Mas agora percebo que o gesto de amor de Eva era uma forma de mostrar que na personalidade de Wall-E estava sua maior força e fortaleza, e ele foi capaz de resistir à morte.</p>
<p><img class="alignright" src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/650px-Eye_of_Horus_bwsvg-2.png" alt="" width="125" height="96" />Entre os símbolos consagrados do poder estão a mão, o olho e a voz. E é interessante constatar que os rostos dos protagonistas, Wall-E e Eva, se resumem aos olhos, e estes, junto às suas repetitivas vozes monótonas e suas mãozinhas, bastam para que se comuniquem e para o espectador compreender tudo o que se passa entre eles. Depois de se sacrificar como um mártir e ser reconstruído por Eva, sem seu olhar idiossincrático, sem sua simpática voz e sem emoção nas mãos, Wall-E se torna apenas um Wall-E, apenas um robô como os de sua espécie. É sua hisória particular que o torna único, e ele consegue ser mais autêntico do que os seres humanos robotizados da Axiom.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Adendo</strong></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://disney.go.com/disneypictures/wall-e/games/space/"><img src="http://i75.photobucket.com/albums/i307/thiagolb/SpaceEscape.jpg" alt="Jogue Space Escape" width="400" height="309" /></a><p class="wp-caption-text">Jogue Space Escape</p></div>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/teianeuronial.wordpress.com/80/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/teianeuronial.wordpress.com/80/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/teianeuronial.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/teianeuronial.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/teianeuronial.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/teianeuronial.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/teianeuronial.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/teianeuronial.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/teianeuronial.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/teianeuronial.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/teianeuronial.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/teianeuronial.wordpress.com/80/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=teianeuronial.wordpress.com&blog=3533423&post=80&subd=teianeuronial&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Jogue Space Escape</media:title>
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