Relato de viagem 3 – Pesqueira

2 de agosto de 2008 e.c.

Havia mais de 10 anos que meu nariz não sangrava daquele jeito. Acordei sentindo umas gotas frias caindo de minha cabeça, e achei que caíam de meu cabelo, talvez ainda molhado do banho da noite anterior e mantido úmido pelo frio dessa época e pelo ar condicionado. Quando acendi a lâmpada do banheiro, percebi que era sangue e que saía do nariz. Estanquei com papel higiênico.

Quando procurei a médica da equipe do curso, ela já estava dentro do auditório, que já estava no breu para a formação do primeiro campo consciencioterápico. Tive que esperar.

Entrei na sala, vestindo um casaco e dois pares de meias, tudo escuro exceto pela luz difusa no lado oposto do auditório, iluminando por baixo algumas cadeiras cobertas por um lençol branco. Uma pessoa da equipe me conduziu até meu colchonete e me deitei, cobrindo-me com uma manta que, infelizmente, era pequena para mim. Senti frio no peito e na cabeça.

Fui chamado para o atendimento. Recebi energização do epicon, na cabeça e no peito. Ele, em estado de transe, talvez veivulando a voz de um amparador extrafísico, disse:

Prescrição de três dias. Volte para o colchonete e relaxe.

Isso significava que durante os três dias seguintes eu deveria ficar como de convalescença, pois a energização havia sido intensa, como uma cirurgia multidimensional. Voltei ao colchonete e tentei relaxar mais. Em certo momento, senti alguma coisa mexendo em meu nariz. Não soube se era alguma reação orgânica ao frio (o que seria preocupante). Mas senti que poderia ser uma atuação extrafísica sobre o nariz doente. No geral, fiquei acordado a maior parte da manhã.

No almoço, conversei rapidamente com a médica da equipe, que me recomendou não fazer nada quanto ao nariz se ele não sangrasse outra vez. Além do mais, parecia ter havido uma assistência extrafísica.

À tarde houve debate sobre as parapercepções dos alunos durante o campo da manhã. Uma das respostas do epicon me chamou atenção. Ele falou sobre a necessidade de se superar o ímpeto egoísta de chorar pela perda do outro. Eu havia ficado num estado de tristeza antes da viagem, devido às incertezas quanto a meu atual emprego, e percebi que devo procurar me fortalecer para enfrentar os desafios até encontrar meu caminho. Qualquer situação pode ser uma oportunidade de aprendizado e auto-superação.

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