Posts tagged parentesco

De pais, filhos e um mundo melhor

ou Adoção e cultivo do universalismo para um universo mais são

Funny about loveAssisti um dia destes, com minha namorada Inês, ao filme As coisas engraçadas do amor (Funny about love), produzido em 1990 e dirigido por Leonard Nimpy. Protagonizado pelo escalafobético Gene Wilder (cuja incorporação de Willy Wonka, em A fantástica fábrica de chocolate, é um epifenômeno cinematográfico) e por Christine Lahti, é o que se pode enquadrar no estilo comédia romântica.

No entanto, muitas das coisas que se fazem hoje em dia sob o rótulo de comédia romântica são bobagens. Constroem seu humor sobre situações ridículas e de constrangimento, o que, na maioria dos casos, não considero humor. As coisas engraçadas do amor, no entanto, tem seu humor concentrado nos diálogos dos personagens, nas observações que estes fazem dos acontecimentos da trama. É uma comédia no sentido usado pelos gregos e romanos, ou seja, uma narrativa com final feliz, ou, como eu gosto de conceituar, uma história otimista.

Warning: Spoiler!

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Homo familiaris

ou Uma família composta de famílias

CartaCapitalNesta semana, a CartaCapital publicou uma matéria sobre a Lei da Guarda Compratilhada. Apresenta-se ali um debate entre a defesa de que as mulheres deveriam ter mais direitos sobre crianças e a posição segundo a qual os pais deveriam ter direitos iguais aos delas na criação dos filhos.
Mãe de todos os mitosA primeira posição se baseia em idéias preconcebidas da cultura ocidental sobre o papel da mãe, discutidas em obras como Mãe de todos os mitos: como a modela e reprime as mães, de Aminata Forna, e Um amor conquistado: o mito do amor materno, de Élisabeth Badinter. Tendemos a pensar numa predisposição natural que levaria a uma obrigação para com os filhos maior por parte das mães.

Não há determinação natural. Conheço casos de pais mais dedicados e responsáveis do que as mães e vice versa. Além disso, é bom lembrar que dedicação não é sinônimo de boa criação. A superproteção, seja na forma do confinamento, seja por meio de agrados ilimitados, é prejudicial. Embora eu não seja pai, acho que não é suficiente querer “aprender fazendo” o métier paterno. A experiência com filhos de outras pessoas, parentes e/ou amigos, deveria servir como preparo.

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Patruus

ou Adquirindo uma nova faceta da identidade individual

Eu sabia, de quando estudei latim autodidaticamente, que havia mais de uma tradução para “tio”. Perguntei a Houaiss novamente e ele me respondeu. Além do tardio thius e seu feminino thia, que servem para “tio paterno ou materno” e “tia paterna ou materna”, respectivamente, há avunculus (“tio materno”), amita (“tia paterna”), matertera (“tia materna”) e patruus (“tio paterno”).

Ué, Thiago, você destacou patruus com negrito. Por quê?

É mesmo, Fulano ou Fulana. Por que será? Continue lendo »

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